"Palestina Livre": Oscar é marcado por manifestações políticas
Ator espanhol Javier Barden usou acessórios para pedir cessar-fogo no Oriente Médio


SBT News
Javier Bardem transformou a passagem pelo Oscar em um manifesto político na noite deste domingo (15). Ao chegar ao Dolby Theatre, em Los Angeles, o ator espanhol exibia no peito um broche com a frase "No a La Guerra" (Não à Guerra, do espanhol). Ao apresentar a indicação de Melhor Filme Internacional, Bardem também pediu por uma "Palestina Livre”.
No tapete vermelho e no palco do evento, o ator usou o espaço para pedir o fim da violência contra civis na região de Gaza. Os acessórios fazem referência direta à escalada de tensões no Oriente Médio, sobretudo pela guerra no Irã. A frase “No a La Guerra” é famosa em protestos na Espanha e, agora, é direcionada aos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A presença de Bardem no Oscar 2026 está ligada ao sucesso do filme “F1”, dirigido por Joseph Kosinski. Embora não tenha sido indicado nas categorias de atuação, o filme recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, vencendo em Melhor Som.
Premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional, o cineasta Joachim Trier ("Valor Sentimental) também se manifestou politicamente.
"Eu quero falar dos filmes incríveis que foram indicados nessa categoria. Filmes importantes que refletem as crises do presente e as crises do passado. E quero encerrar falando de James Baldwin, autor americano, que nos lembra que todos os adultos são responsáveis por todas as crianças. Não vamos votar por um político que não leva isso a sério”, afirmou.
Em outro momento, o apresentador Jimmy Kimmel exaltou a coragem de cineastas que arriscam a vida em prol da verdade. “Falamos muito de coragem nas premiações, mas contar uma história na qual você poderia ser assassinado, isso é coragem de verdade”, afirmou ao apresentar o prêmio de Melhor Curta-Documentário.
Em uma crítica direta a regimes autoritários e à liberdade de imprensa, o apresentador completou: “Como vocês sabem, existem países onde os líderes não apoiam a liberdade de expressão. Eu não posso dizer quais. Deixem isso para a Coreia do Norte".
A fala de Kimmel faz menção aos cineastas que atuam em zonas de conflito e em países sob regimes ditatoriais. É o caso do vencedor da categoria Melhor Documentário, também apresentada por Kimmel. "Mr. Nobody Against Putin” denuncia abusos de poder e a repressão estatal na Rússia de Vladimir Putin.
Kimmel tem sido um crítico assíduo do presidente dos EUA, Donald Trump, que já pediu o cancelamento de seu talk show por acusá-lo de ser um porta-voz do Partido Democrata. Em 2025, o programa chegou a ser suspenso temporariamente depois de o apresentador dizer que Trump tentava tirar vantagem do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.









